Estudo apresentado à Prefeitura de São Paulo prevê túnel para rebaixar a Faria Lima e terminal subterrâneo integrado de ônibus, carros e Metrô no Largo da Batata

Requalificação do Largo da Batata

Um estudo de revitalização do Largo da Batata, localizado em Pinheiros, na zona oeste da cidade de São Paulo, sugere a criação de um túnel para reduzir a altura da Avenida Brigadeiro Faria Lima. A proposta inclui a construção de um terminal intermodal subterrâneo, que integraria ônibus, automóveis e o Metrô. Com a viabilidade do tráfego sendo transferida ao subsolo, a iniciativa é projetada para eliminar a divisão atualmente causada pela avenida, criando um amplo espaço público contínuo na superfície.

Entretanto, é importante ressaltar que esta proposta ainda é preliminar e não recebeu autorização da SP Urbanismo, que destaca que o material apresentado está em fase de análise e não foi aprovado. O túnel, um componente crucial para a implementação do projeto, ainda precisa ser confirmado após a realização de estudos do solo.

A proposta do túnel na Faria Lima

Os responsáveis pela proposta visam rebaixar o tráfego na Avenida Faria Lima na área do Largo da Batata. O túnel permitiria uma conexão mais fluida entre os dois lados da região, reduzindo a barreira visual e física criada pelo atual sistema viário. O diagnóstico apresentado ao conselho municipal indica que uma significativa parte do Largo da Batata é dominada por veículos, tornando-se um dos locais mais quentes da cidade, com escassa sombra e apenas 12% de área permeável. Além disso, o local se mostra vulnerável a alagamentos.

túnel para rebaixar a Faria Lima

Na superfície, a proposta pretende desenvolver várias praças interconectadas por um mesmo tipo de piso, criando espaços como a Praça das Águas, Praça das Árvores e Praça do Mercado. Também está previsto um “disco central”, que concentraria a infraestrutura e as conexões necessárias para a mobilidade urbana.



Benefícios da nova praça pública

A transformação do Largo da Batata em uma grande praça pública promete numerosos benefícios para a comunidade. Com áreas verdes ampliadas e espaços interativos, a expectativa é que a região se torne um polo de convivência e lazer, além de proporcionar uma melhoria na qualidade do ar e na estética urbana. A desconcentração do tráfego de veículos para o subterrâneo dará aos pedestres mais liberdade, fomentando um ambiente urbano mais amigável e acessível.

Integração de ônibus, carros e Metrô

Uma das inovações mais significativas do projeto é a criação de um terminal intermodal de transporte coletivo. Esse terminal seria construído sob a área central do Largo da Batata e permitiria a integração direta entre ônibus, Metrô e carros, facilitando a mobilidade dos cidadãos. Embora o estudo atual não forneça detalhes específicos sobre a quantidade de linhas de ônibus ou a capacidade de passageiros, essa integração é vista como crucial para melhorar a eficiência do transporte público na região.

Além disso, a proposta inclui a melhoria e expansão das ciclovias, com um desenho que contornaria a área da nova praça, assim como a implementação de ruas compartilhadas que dão prioridade aos pedestres e promovem um ambiente mais arborizado.



Sondagens e estudos de solo em andamento

Um dos aspectos mais críticos desta proposta é que a solução do túnel ainda não está consolidada. Para isso, seis pontos de sondagem estão em andamento para avaliar as características do solo e apoiar a definição das fundações necessárias. Também está sendo realizada uma simulação de tráfego para entender as implicações das alterações propostas, além de um estudo arqueológico e patrimonial, análise de viabilidade arquitetônica e paisagística.

A ata da reunião do Conselho Participativo Municipal deixa claro que o túnel ainda é uma premissa do projeto e sua confirmação será feita após a conclusão das sondagens e das análises de solo.

Aumento da área permeável na região

Um dos principais objetivos do projeto de requalificação é incrementar a área permeável do Largo da Batata, que atualmente é de apenas 12%. A proposta prevê que essa porcentagem suba para 66%, o que representa uma melhora significativa no escoamento da água e na diminuição do calor da região. Estão programados o plantio de 322 novas árvores, adoção de espécies nativas e a instalação de sistemas de microdrenagem, além de redes de infraestrutura enterradas, que contribuirão para a arborização do espaço público.

Novas árvores e sustentabilidade

A inclusão de um grande número de novas árvores e a valorização de espécies nativas são fundamentais para o plano de revitalização. Além de aumentar a área verde, o projeto visa promover a biodiversidade e a sustentabilidade na região, contribuindo para a criação de um microclima mais favorável e para uma melhora significativa na qualidade de vida. O levantamento arbóreo, por outro lado, apresenta uma inconsistência nos números, considerando que diferentes fontes reportaram quantidades variadas de árvores existentes.

Infraestrutura para trabalhadores de aplicativo

Além das melhorias na área pública, a proposta inclui a criação de banheiros, bebedouros, mobiliário urbano e iluminação em diferentes alturas para proporcionar maior conforto à população. Um aspecto inovador é a potencial instalação de um espaço que possa servir como apoio para trabalhadores de aplicativo, semelhante ao que já existe na Avenida Paulista. Essa iniciativa poderia proporcionar um local de descanso, internet e outras facilidades que agregariam valor ao espaço urbano.

Impacto nos bens tombados e patrimônio histórico

O projeto também leva em consideração a preservação do patrimônio histórico. Quatro bens tombados estão localizados na área em questão, incluindo a Igreja de Monte Serrat e o Mercado de Pinheiros. Considerando potenciais descobertas arqueológicas, é essencial um acompanhamento especializado para qualquer atividade que envolva a movimentação do solo. A preservação desses bens é uma prioridade e deverá ser garantida ao longo de todas as fases do projeto.

Próximas etapas do projeto e participação da população

Após a conclusão da fase inicial em 16 de outubro, a SP Urbanismo planeja uma análise final até o dia 26 do mesmo mês. O projeto seguirá então para a Fase 2, que terá um foco em estudos preliminares, anteprojetos e uma proposta de projeto básico. É importante ressaltar que o projeto executivo não será contemplado nesta fase e precisará ser desenvolvido em colaboração com eventuais execuções futuras.

A participação da população também é um aspecto chave nesse processo. A SP Urbanismo se comprometeu a realizar seminários específicos para discutir o Largo da Batata e ouvir sugestões da comunidade, garantindo que as vozes dos trabalhadores de aplicativo, idosos, pessoas com deficiência e moradores em situação de vulnerabilidade sejam consideradas nesta importante requalificação.





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