Em São Paulo, fiscalização de patinetes e bicicletas elétricas começa com clima de blitz e foco na Faria Lima

Início da fiscalização na Faria Lima

A fiscalização de patinetes e bicicletas elétricas em São Paulo teve início na terça-feira (13), com a atuação de agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e da Guarda Civil Metropolitana (GCM). O foco inicial da ação foi a ciclovia da Avenida Brigadeiro Faria Lima, uma das mais movimentadas da cidade. A fiscalização inclui observação dos limites de velocidade e o comportamento dos condutores, com possibilidade de aplicação de multas.

Embora as regras de circulação já estejam em vigor desde agosto, a implementação efetiva da fiscalização começou apenas agora, após um período de ações educativas promovidas pela prefeitura, que visavam informar a população sobre as normas e limites de velocidade estabelecidos.

Regras de circulação para veículos elétricos

As novas normas definem um limite de velocidade de 20 km/h para bicicletas elétricas e patinetes em ciclovias e ciclofaixas que não sejam compartilhadas com pedestres. Já em ciclofaixas que utilizam calçadas, a velocidade máxima permitida é de 6 km/h. Para as vias sem infraestrutura cicloviária, como ruas e avenidas, as bicicletas elétricas podem circular em áreas com limite de até 50 km/h, enquanto patinetes estão autorizados apenas em vias com limite de até 40 km/h.



fiscalização de patinetes e bicicletas elétricas

No primeiro dia da operação na Faria Lima, os agentes utilizaram medidores de velocidade para monitorar a circulação. Os equipamentos indicavam a velocidade dos usuários, com diferentes cores de alerta dependendo da aceleração registrada. Apesar da possibilidade de multas, que podem atingir R$ 130,16, as abordagens foram mais educativas do que punitivas, com foco na orientação e prevenção de acidentes.



Usuários da ciclovia expressaram opiniões diversas sobre a fiscalização. Alguns, como a controladora financeira Franciele Lopes, consideram as medidas necessárias para garantir a segurança e reduzir acidentes. Por outro lado, há quem critique a eficácia da fiscalização, alegando que as ações podem ser ineficazes a longo prazo, como observado pela advogada Natália Franco, que sugere que as infraestruturas precisam de melhorias adicionais para que as regras sejam efetivamente respeitadas.





Deixe um comentário