Manifestantes acusam bolsonaristas de agressão após atos simultâneos em SP

Publicações em redes sociais acusaram manifestantes bolsonaristas de agredir mulheres e adolescentes durante atos simultâneos em São Paulo, em 18 de outubro de 2026. Segundo o balanço mais recente da Polícia Militar (PM), não houve registro de incidentes.

Os atos ocorreram após Flávio Bolsonaro convocar uma manifestação na Avenida Paulista, enquanto apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva promoveram concentrações em diferentes bairros da capital paulista. A mobilização da PM buscou evitar que os grupos se encontrassem.

Os relatos envolveram manifestantes, mulheres e jovens em estações de metrô e na Avenida Paulista. Os atos pró-Flávio e pró-Lula reuniram apoiadores em pontos distintos da cidade.

atos simultâneos em São Paulo

As concessionárias Motiva e ViaMobilidade informaram que suas equipes atenderam ocorrências em estações, enquanto a PM, a Secretaria da Segurança Pública e o Metrô não haviam respondido aos pedidos de informações sobre os relatos até a publicação da reportagem.



Publicações relatam episódios em estações e na Avenida Paulista

Um relato publicado nas redes sociais afirma que uma mulher foi agredida física e verbalmente na estação Butantã, da linha 4-Amarela do Metrô, na zona oeste. Segundo a publicação, ela vestia vermelho e não participava de manifestações; a gravação também mostra policiais militares tentando conter a agressão.

A Motiva, responsável pela operação da linha 4-Amarela, informou que as pessoas envolvidas foram atendidas sem ferimentos. De acordo com a concessionária, ninguém quis registrar boletim de ocorrência.

Outro vídeo mostra uma confusão entre um homem e mulheres na estação Pinheiros, da linha 9-Esmeralda, operada pela ViaMobilidade. A empresa afirmou que agentes intervieram para conter um desentendimento entre dois clientes e ofereceram primeiros socorros e encaminhamento à delegacia para registro de boletim de ocorrência, mas as partes recusaram as duas opções.

Na Avenida Paulista, uma publicação relata que jovens teriam sido agredidos e hostilizados, enquanto outro vídeo atribui uma confusão a supostos “infiltrados” que tentariam depredar a entrada de uma estação de metrô. As postagens não esclarecem como as agressões começaram; o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol), compartilhou o vídeo da estação Pinheiros e chamou o episódio de “ataque bolsonarista”.



Atos pró-Lula e pró-Flávio ocorreram em diferentes pontos de São Paulo

Além da manifestação convocada por Flávio Bolsonaro na Avenida Paulista, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito Ricardo Nunes (MDB) participaram do ato. A mobilização de Flávio foi apresentada como resposta à caminhada promovida por Lula na mesma avenida na semana anterior, que, segundo a campanha petista, reuniu cerca de 1 milhão de pessoas.

Os apoiadores de Lula organizaram concentrações em diferentes regiões, sem um ato oficial do Partido dos Trabalhadores (PT). A principal ocorreu no Largo da Batata, na região da Avenida Faria Lima, enquanto a manifestação inicialmente prevista para o Vale do Anhangabaú foi cancelada.

Também estavam previstas concentrações a partir das 15h no Grajaú, na zona sul; no Centro Cultural Nova Cachoeirinha, na zona norte; e na Praça Brasil, em Itaquera, na zona leste. Às 17h, corinthianos organizaram uma reunião no Largo da Banana, na Barra Funda, zona oeste.

Segundo relato publicado sobre a organização das mobilizações, apoiadores de Lula buscaram ocupar o Largo da Batata após o cancelamento do ato no Anhangabaú. A iniciativa pretendia evitar conflitos com bolsonaristas ou episódios de vandalismo, em meio à realização de atos simultâneos em São Paulo.

PM mobilizou equipes para prevenir encontros entre os grupos

A Polícia Militar (PM) distribuiu equipes por pontos estratégicos da capital devido à possibilidade de os grupos se encontrarem nos trajetos ou nas proximidades dos eventos. O esquema incluiu policiais mediadores, policiamento de trânsito e outras unidades.

A corporação afirmou que a mobilização buscava proteger os participantes e as demais pessoas que circulavam pelas regiões dos atos. Antes das manifestações, a PM também participou de reuniões com organizadores dos dois movimentos e com órgãos municipais e estaduais.

Em nota, a PM declarou que sua atuação pretendia garantir o direito de reunião e de livre manifestação dos dois grupos, preservar a ordem pública e proteger o Estado Democrático de Direito. Apesar dos relatos divulgados nas redes, o balanço mais recente da corporação não registrou incidentes.





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