{"id":1163,"date":"2013-05-20T00:03:53","date_gmt":"2013-05-20T02:03:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontrajardins.com.br\/noticias\/?p=1163"},"modified":"2013-08-14T02:14:09","modified_gmt":"2013-08-14T04:14:09","slug":"exposicao-maio-fotografia-e-atracao-nos-jardins","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontrajardins.com.br\/noticias\/exposicao-maio-fotografia-e-atracao-nos-jardins\/","title":{"rendered":"Exposi\u00e7\u00e3o Maio Fotografia \u00e9 atra\u00e7\u00e3o nos Jardins"},"content":{"rendered":"<p>Em mais de quarenta anos de trabalho, o diretor de fotografia Carlos Ebert acumulou um acervo de 3 mil fotos, grande parte retratando cenas pr\u00f3ximas ao ambiente das filmagens em que participou. A partir desse arquivo foi feito um recorte com\u00a0 45 imagens, divididas em tr\u00eas s\u00e9ries, que pode ser visto no <a title=\"Museu da Imagem e do Som (MIS)\" href=\"http:\/\/www.encontrajardins.com.br\/jardins\/museu-da-imagem-e-do-som-no-jardins.shtml\" target=\"_blank\">Museu da Imagem e do Som (MIS)<\/a>, zona oeste paulistana at\u00e9 o dia 16 de junho. Com outras quatro exposi\u00e7\u00f5es, a mostra faz parte do Maio Fotografia, evento no bairro dos Jardins, promovido pelo museu que conta ainda com cursos, palestras e oficinas.<\/p>\n<p>Ebert abriu seu acervo, mas preferiu deixar a montagem da exposi\u00e7\u00e3o a cargo do curador Reinaldo Cardenuto e da equipe do museu. \u201c\u00c9 muito dif\u00edcil ter uma vis\u00e3o do todo do seu trabalho. Voc\u00ea est\u00e1 muito comprometido, todas aquelas fotos t\u00eam uma conota\u00e7\u00e3o extra-est\u00e9tica para voc\u00ea, evocam uma outra coisa\u201d, explica o diretor respons\u00e1vel pela fotografia de O Bandido da Luz Vermelha, de Rog\u00e9rio Sganzerla, al\u00e9m de O Rei da Vela, de Jos\u00e9 Celso Martinez Corr\u00eaa, entre muitos outros.<\/p>\n<p>\u201cPouqu\u00edssimas fotos n\u00e3o tem a figura humana. Uma coisa que eu achei interessante. Foi um recorte deles\u201d, acrescenta o fot\u00f3grafo sobre o resultado final da exposi\u00e7\u00e3o. Em alguns casos, a figura humana \u00e9 o centro, como o retrato de uma vendedora ambulante amamentando o filho, em outros, apenas d\u00e1 a dire\u00e7\u00e3o da composi\u00e7\u00e3o, como o homem que caminha em um corredor de cores futur\u00edsticas.<\/p>\n<p>Fazer imagens est\u00e1ticas \u00e9 uma forma de Ebert aprimorar seu olhar para o trabalho no cinema. \u201cA fotografia tem um papel importante para mim, como diretor de fotografia, pessoa que lida com imagens h\u00e1 quase 50 anos. \u00c9 uma esp\u00e9cie de caderno de anota\u00e7\u00f5es, rascunho\u201d, conta o fot\u00f3grafo em tempo integral. \u201cN\u00e3o saio para comprar um p\u00e3o na esquina sem levar c\u00e2mera.\u201d<\/p>\n<p>As cenas capturadas sobre variados temas ajudam Ebert a refletir sobre si mesmo. \u201cA fotografia tem um lado meio psicanal\u00edtico. Voc\u00ea descobre algumas fixa\u00e7\u00f5es. Mais uma psican\u00e1lise da est\u00e9tica, do que uma psican\u00e1lise da sua psique\u201d, explica sobre as imagens. Muitas fotos t\u00eam motivos geom\u00e9tricos. Em outras, a aten\u00e7\u00e3o veio de uma mensagem escrita na parede, h\u00e1 ainda os bastidores, tanto das filmagens, como do pr\u00f3prio cotidiano, como um Papai Noel de shopping antes de vestir a fantasia. \u201cEu persigo os mesmos temas. Algumas coisas eu fotografo h\u00e1 quarenta anos\u201d, destaca.<\/p>\n<p>Muito mais recente \u00e9 o interesse de Luiz Maximiano pela fotografia. Ele conta que se interessou pelo fotojornalismo no per\u00edodo em que viveu na Holanda, entre 2003 e 2010. As imagens captadas por Maximiano foram inclu\u00eddas na programa\u00e7\u00e3o do MIS a partir do programa Nova Fotografia, que busca dar visibilidade a artistas promissores. \u201cQuando eu vi que queria ser fotojornalista mesmo, comecei a investir em viagens. Eu passava duas ou tr\u00eas semanas em um lugar para tentar fazer uma hist\u00f3ria com um pouco mais de profundidade\u201d, conta o fot\u00f3grafo sobre como ingressou na \u00e1rea.<\/p>\n<p>Em uma dessas viagens, em 2008, Maximiano decidiu ir ao Paquist\u00e3o ap\u00f3s o atentado que matou ex-premi\u00ea Benazir Bhutto, que concorria \u00e0 presid\u00eancia \u00e0 \u00e9poca. \u201cEu achei que era um antes e depois na hist\u00f3ria do Paquist\u00e3o e que era uma hora interessante para entender um pouco do pa\u00eds\u201d, explica sobre a viagem que resultou em um ensaio que traz cenas do cotidiano local. \u201cFicou uma coisa bem sutil das peculiaridades desse pa\u00eds\u201d, comenta.<\/p>\n<p>Apesar dos conflitos armados n\u00e3o serem o foco do trabalho, as armas est\u00e3o presentes nas imagens, assim como os olhares desconfiados em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 c\u00e2mera. \u201cFoi muito dif\u00edcil por causa do momento em que eu fui para l\u00e1. Todo mundo com os nervos \u00e0 flor da pele\u201d, lembra. Mesmo assim, Maximiano conta que tentou ser \u201co mais discreto e n\u00e3o intrusivo poss\u00edvel\u201d, m\u00e9todo recorrente em seu trabalho. \u201cNormalmente eu vou tranquilo. Fico ali uns dois, tr\u00eas dias s\u00f3 zanzando, vendo os lugares, estudando a luz: que horas o sol vai se p\u00f4r, como \u00e9 a sombra em tal lugar\u201d, explica.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m podem ser vistas no MIS, no bairro dos Jardins, a exposi\u00e7\u00f5es do franc\u00eas Willy Ronis, do brasileiro Chico Albuquerque e do dinamarqu\u00eas Joakim Eskildsen.<\/p>\n<p><em>Fonte: Portal Entretenimento<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em mais de quarenta anos de trabalho, o diretor de fotografia Carlos Ebert acumulou um acervo de 3 mil fotos, grande parte retratando cenas pr\u00f3ximas ao ambiente das filmagens em que participou. A partir desse arquivo foi feito um recorte com\u00a0 45 imagens, divididas em tr\u00eas s\u00e9ries, que pode ser visto no Museu da Imagem [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.encontrajardins.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1163"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.encontrajardins.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.encontrajardins.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.encontrajardins.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.encontrajardins.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1163"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.encontrajardins.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1163\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.encontrajardins.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1163"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.encontrajardins.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1163"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.encontrajardins.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1163"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}