De Nubank a Novonor: Veja Quem Mais Ocupou e Esvaziou Escritórios em São Paulo

Destaques nas Locações de Escritórios

No recém-terminado terceiro trimestre de 2026, o mercado de escritórios em São Paulo apresentou importantes transações que demonstram a dinâmica do setor. O Nubank se destacou ao locar aproximadamente 34,9 mil metros quadrados no edifício Cyrela Oscar Freire Corporate, evidenciando o crescimento contínuo da fintech no espaço corporativo. Além disso, houve a significativa locação pelo Itaú no Esther Towers, que contabilizou a maior transação de lajes corporativas na história do Brasil, com mais de 90 mil metros quadrados.

Apesar de a locação do Itaú não ser contabilizada nas maiores locações devido ao cronograma de entrega das torres, o fato ilustra a intensa movimentação dentro do mercado de escritórios. Entre as outras transações notáveis, a Bayer Schering Pharma adquiriu 15,6 mil m² em um novo endereço, o Alto das Nações, ressaltando a confiança das empresas em expandir suas operações mesmo em tempos desafiadores.

Transações Significativas no Terceiro Trimestre

O terceiro trimestre também foi marcado por um aumento geral nas locações. Além do Nubank e da Bayer, outros nomes importantes como a Cyrela e a EQI Investimentos também assinaram contratos substanciais, contribuindo para a movimentação do mercado. No entanto, o crescimento foi contrastado com algumas devoluções, incluindo o Banco ABC, que retornou 7,9 mil m² ao mercado, e a Novonor, que devolveu 6,6 mil m².



mercado de escritórios

A absorção contínua em regiões de alta demanda, como a Faria Lima e Pinheiros, mantém a atratividade do mercado de escritórios. O espaço disponível para locação pode estar sofrendo uma dosagem sutil de estresse com as devoluções, mas a tendência geral permanece positiva, especialmente nas regiões com edifícios Triple A, que continuam a ter uma expectativa de ocupação elevada.



Vacância e Aumento de Estoque

Conforme os dados da JLL, a vacância no mercado de escritórios de São Paulo aumentou, passando de 13,1% para 14,1% entre o segundo e o terceiro trimestre de 2026, principalmente devido à adição de 195 mil metros quadrados de novos estoques. Essa expansão de estoque tem o potencial de impactar os preços e a competitividade no setor.

Entretanto, várias regiões, especialmente aquelas que concentram edifícios de alto padrão, como a Faria Lima e o Juscelino Kubitschek, ainda operam com vacância abaixo de dois dígitos. O modelo BTS (built to suit) começa a ganhar destaque como uma alternativa viável, já que o aumento de oferta pode tornar o ambiente de locação mais desafiador. Desta forma, os proprietários e desenvolvedores de imóveis devem se adaptar e prestar atenção às necessidades específicas do mercado contemporâneo.





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