Manifesto de apoio à democracia e responsabilidade fiscal
No dia 8 de outubro de 2026, um grupo de empresários, gestores de patrimônio e analistas do mercado financeiro divulgou um manifesto intitulado “Carta ao Brasil pela Liberdade e pela Prosperidade”. Este documento, que já contava com mais de mil assinaturas, defende a democracia constitucional, a liberdade econômica e a responsabilidade fiscal, mas não declara apoio a nenhum dos candidatos que disputam o segundo turno das eleições presidenciais, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.
A carta foi articulada por figuras notáveis do centro financeiro de São Paulo, conhecido como Faria Lima, incluindo Eduardo Cavendish, que faz parte da equipe de campanha de Flávio Bolsonaro, mas enfatiza que o manifesto é apartidário e não visa apoiar eleitoralmente qualquer um dos candidatos. Também participaram da iniciativa Tiago Reis, fundador da Suno, e Bruno Musa, consultor e influenciador financeiro.
Agenda econômica sem apoio explícito a candidatos
O manifesto apresenta uma agenda econômica que prioriza a liberdade de iniciativa e a simplificação burocrática, propondo de forma geral uma diminuição de barreiras à abertura de negócios e redução de gastos públicos ineficientes. A mensagem central do documento aborda a importância de eleições livres e o respeito a seus resultados, além de reforçar a autonomia dos Poderes da República e a necessidade de garantir direitos individuais, independentemente das preferências políticas.

Os signatários evitem nomear expressamente Lula ou Flávio Bolsonaro, o que demonstra um esforço para não se vincular a qualquer campanha específica. A carta também critica a situação atual das contas públicas, sugerindo que um sistema tributário mais simples e transparente ajudaria a promover um ambiente econômico mais seguro e previsível para empresas e investidores. O impacto do primeiro turno das eleições foi significativo, com a Bolsa de Valores brasileira superando a marca de 200 mil pontos, impulsionada por expectativas de uma possível vitória da direita, o que reflete o otimismo do mercado em relação a uma mudança na política econômica.


