Itaú negocia duas torres em SP e pode fechar maior locação de escritórios do País

Itaú avança nas negociações de locação

Atualmente, o Itaú Unibanco está se preparando para firmar um contrato de locação integral no Esther Towers, um complexo corporativo projetado pela Eztec localizado na Avenida Chucri Zaidan, que se situa na zona sul de São Paulo. Ao ser finalizada, essa transação pode se tornar a maior locação de escritórios já registrada no Brasil em um único acordo.

A negociação abrange as duas torres do complexo, totalizando cerca de 94 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL). Cada torre possui 26 andares e alcança uma altura de 140 metros. A Eztec já confirmou que as negociações estão avançadas, mas não revelou oficialmente o nome do inquilino potencial.

Impacto da locação no mercado de escritórios

A magnitude desta operação é notável, especialmente considerando o mercado imobiliário paulistano. No segundo trimestre de 2026, todos os escritórios de alto padrão da cidade registraram aproximadamente 175 mil m² em transações de locação. Isso significa que, se o Itaú efetivamente ocupar os 94 mil m², isso representará cerca de 54% de todos os espaços alugados pela região naquele período.

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Mudanças nas políticas de trabalho do Itaú

A busca por novos espaços se dá em um momento crucial, pois o Itaú está modificado sua política de trabalho.



  • A partir do primeiro trimestre de 2028, todos os funcionários do setor administrativo devem estar presentes nos escritórios pelo menos três dias por semana.
  • Para cargos de supervisão, exige-se a presença de quatro dias por semana, a partir de janeiro de 2027, uma prática já aplicada a diretores.

Esse novo local será adicionado às operações já existentes do banco em São Paulo, que incluem a sua sede principal, localizada no Centro Empresarial Itaú Unibanco, na região do Jabaquara. Informações indicam que a sede do Jabaquara não sofrerá alterações por conta dessas mudanças.

A importância das torres do Esther Towers

A possível nova ocupação do Itaú reforça a Avenida Chucri Zaidan como uma alternativa viável para grandes empresas que necessitam de espaços amplos e contínuos. Essa demanda é cada vez mais desafiadora, especialmente em áreas como a Faria Lima, onde a oferta está escassa.



Além disso, a diferença de preços entre as localizações ajuda a explicar essa tendência crescente. No Esther Towers, o valor de locação gira em torno de R$ 110 por m², enquanto os endereços mais disputados da Faria Lima podem ultrapassar R$ 400 por m².

Demanda por espaço corporativo em São Paulo

O aumento do interesse por espaços corporativos na região da Chucri Zaidan reflete uma melhora nas métricas do mercado. No primeiro trimestre de 2026, a área contava com 925,7 mil m² de estoque de escritórios, com uma taxa de vacância de 14,4%. Para imóveis de classe A+, a taxa de vacância era ainda menor, de 12,5%.

Comparativo de preços de locação na Faria Lima

O contraste entre os custos de locação na Chucri Zaidan e na Faria Lima é um fator importante a ser considerado por empresas em expansão. A diferença de custo e a crescente escassez de espaços amplos são elementos cruciais que podem influenciar decisões de locação.

Chucri Zaidan como nova referência corporativa

A iminente instalação do Itaú servirá para solidificar a posição da Avenida Chucri Zaidan como um reduto para empresas que buscam áreas mais largas e a um custo relativamente mais acessível, em um cenário onde a cobertura de espaço em Faria Lima está cada vez mais limitada.

Desafios e oportunidades no mercado imobiliário

Embora o mercado imobiliário corporativo na cidade mostre sinais de recuperação, ele também apresenta vários desafios. A busca por locações de alta qualidade e com preços competitivos continua sendo uma prioridade para as empresas. A nova política de retorno ao trabalho presencial, que cresce em repercussão após a pandemia, impulsiona a necessidade de largos espaços para acomodar escritórios que operem em um novo formato híbrido.

Perspectivas de entrega das torres

As obras do Esther Towers, que começaram em 2019, estão em sua fase final. A primeira torre tem previsão de entrega no final de 2026, enquanto a segunda deverá estar concluída até o final de 2027, aumentando ainda mais a capacidade de locação na região.

Aumento do trabalho presencial e suas implicações

Com o avanço das negociações e o eventual fechamento do acordo, a operação não afetará somente o crescimento físico do Itaú. A ocupação de quase 100 mil m² por um único inquilino ressaltaria dois movimentos predominantes no mercado corporativo de São Paulo: a retomada da ocupação física à medida que a frequência de dias presenciais aumenta e a migração de grandes operações para regiões que oferecem espaço a custos inferiores em comparação com Faria Lima.





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