Por Que a Nova Sede do Santander é Horizontal, na Contramão da Faria Lima?

Inovação na Arquitetura Corporativa

A nova sede do Santander, conhecida como Campus JK, traz uma proposta diferenciada de arquitetura corporativa, rompendo com a estética vertical predominante. Enquanto muitos edifícios na região da Faria Lima são altos, com mais de 20 andares, o projeto do Santander se destaca pela sua horizontalidade. Com lajes amplas de mais de 7.000 m², a estrutura foi desenhada pela renomada firma aflalo/gasperini em colaboração com a Kohn Pedersen Fox (KPF), um estúdio de arquitetura global. Essa decisão inovadora reflete a busca por ambientes de trabalho mais integrados e acessíveis.

O Design Horizontal em Tempos de Verticalização

Ao invés de seguir o caminho tradicional de edifícios verticais, o design horizontal do Campus JK é uma resposta às necessidades contemporâneas de espaços de trabalho que fomentam a colaboração e a interação. A configuração da construção promove uma experiência de trabalho que é aberta e fluida, permitindo que os funcionários circulam pelos diversos setores com facilidade e conforto. A escolha por lajes amplas também oferece maior flexibilidade para reconfigurações conforme as necessidades da empresa evoluem.

A Lógica por Trás da Escolha do Terreno

Um dos aspectos que fundamentaram a escolha do Campus JK foi o seu terreno, com mais de 15.000 m², que permitiu a criação de um edifício horizontal. Este espaço extenso possibilitou à GTIS Partners desenvolver um projeto que não só atende à demanda por metragem quadrada, mas também propõe uma interação direta com o ambiente urbano. O plano inicial não previa que esse imóvel se tornasse a nova sede do Santander, mas a combinação de espaço e design se revelou promissora.

sede do Santander

GTIS Partners e o Papel na Construção

Responsável pela incorporação do projeto, a GTIS Partners é uma empresa de investimentos imobiliários com sede em Nova York, que tem se destacado no mercado brasileiro. O envolvimento da GTIS no Campus JK mostra a capacidade da firma de perceber as tendências do mercado e transformar visões em realidade. Com um histórico de projetos bem-sucedidos, a empresa trouxe sua expertise para criar um ambiente que busca ser mais do que apenas um local de trabalho, mas um espaço que promove a inclusão e a interação social.





Aspectos Financeiros do Projeto Horizontal

A construção do Campus JK também é atraente do ponto de vista financeiro. A escolha por uma construção horizontal significou menores custos em comparação com um prédio vertical, que exigiria a compra significativa de Certificados de Potencial Adicional de Construção (CEPACs). A aquisição desses certificados é essencial na Faria Lima, onde os limites de altura são rigorosamente controlados. Com a abordagem horizontal, a GTIS conseguiu otimizar seus investimentos e minimizar os riscos associados à aquisição de direitos de construção.

A Integração do Edifício com a Cidade

Um dos principais objetivos do Campus JK é ser uma extensão da cidade de São Paulo. A arquitetura do prédio promove uma “fachada ativa”, que permite a interação do público com o espaço, criando um ambiente que flui para a rua. Serviços e restaurantes no térreo não apenas atendem aos funcionários, mas também convidam a comunidade local a usufruir das comodidades do edifício, promovendo um ambiente urbano vibrante e acessível.

Desafios e Benefícios do Campus JK

A implementação de um projeto tão ambicioso quanto o Campus JK não veio sem seus desafios. A necessidade de equilibrar o desejo de um design inovador com as restrições financeiras e regulatórias é um aspecto crítico que teve que ser gerenciado. No entanto, os benefícios de um espaço horizontal superam as dificuldades iniciais. A flexibilidade do espaço, a integração com o ambiente urbano e a melhoria da experiência do funcionário criam um retorno significativo sobre o investimento.

Expectativas para a Entrega do Projeto

A previsão de entrega do Campus JK está marcada para o segundo semestre de 2028. As expectativas são altas, não apenas para o Santander, mas também para o mercado imobiliário de São Paulo. Este projeto é visto como um marco no desenvolvimento urbano, que poderá inspirar novas tendências para a construção de edifícios corporativos mais horizontais.

Futuro dos Escritórios Horizontais

Embora o Campus JK represente uma abordagem inovadora, a questão se torna se essa tendência pode se tornar um novo normal no setor imobiliário. Para a arquiteta Grazzieli Gomes Rocha, a evolução do mercado poderá permitir que projetos horizontais sejam considerados uma alternativa viável aos edifícios mais altos. No entanto, é essencial que as limitações de espaço e regulatórias sejam adequadamente abordadas.

Perspectivas do Mercado Imobiliário em São Paulo

O setor imobiliário em São Paulo está em constante transformação, com a demanda por novas soluções de espaço de trabalho em ascensão. O exemplo do Campus JK pode incentivar outras empresas e desenvolvedores a explorarem opções fora do habitual. A flexibilidade e a acessibilidade serão atributos valorizados em futuros projetos, principalmente em uma cidade que continua crescendo e se adaptando às novas necessidades profissionais.





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