Após decreto de prisão, agressor dos Jardins está foragido; polícia faz buscas
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010A polícia de São Paulo procura o estudante Jonathan Lauton Domingues, 19, suspeito de envolvimento em diversas agressões ocorridas no dia 14 de novembro na região da avenida Paulista nos Jardins.
O juiz da 1ª Tribunal do Júri de São Paulo, Bruno Ronchetti, aceitou a denúncia do Ministério Público e decretou na terça-feira (21) a prisão preventiva do jovem e, desde então, ele está foragido.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, policiais estiveram na casa do rapaz, mas ele não foi localizado. O pai de Domingues teria dito à polícia que ele iria comparecer no 5º DP (Aclimação) –responsável pelo caso–. No entanto, até 20h20 o estudante permanecia foragido.
A Folha tenta, desde ontem, falar com o advogado de Domingues, Édio Dalla Torre, mas ele não foi encontrado em seu escritório.
O estudante já havia sido preso após agressões, no entanto, foi libertado no dia 15 de novembro após a Justiça conceder habeas corpus. O Tribunal de Justiça considerou, na ocasião, que ele não tinha antecedentes criminais e possuía endereço fixo. Por isso, poderia responder em liberdade.
A promotora de Justiça Solange Azevedo Beretta da Silveira fez a denúncia na segunda-feira (20) de Domingues por três lesões corporais, furto e tentativa de homicídio triplamente qualificada. O advogado do jovem não foi localizado pela reportagem.
Quatro adolescentes –também suspeitos de participarem da agressão– estão internados provisoriamente na Fundação Casa pós a Justiça decretar o recolhimento deles em novembro. O Ministério Público pediu a internação definitiva deles pelos crimes de tentativa de homicídio e roubo, na última sexta-feira (17).
A internação dos adolescentes ocorreu após serem divulgadas imagens de câmeras de segurança que flagraram as agressões. Numa delas, um dos garotos aparece quebrando duas lâmpadas fluorescentes em Luís Alberto Betonio, 23. Ele disse ter sido confundido como sendo homossexual, e, baseado no depoimento do segurança que o acudiu, a polícia suspeita que pode ter havido motivação homofóbica nas agressões.
Os cinco jovens são de classe média, colegas de um colégio particular de um bairro nobre de São Paulo, e foram reconhecidos como responsáveis por três ataques a pessoas que passavam pela região da avenida Paulista.
Fonte: Folha de S. Paulo


