Deic recupera Harley Davidson furtadas nos Jardins
quarta-feira, 21 de novembro de 2012Eles frequentavam encontros de motociclistas e clubes de motos. Ofereciam veículos da marca Harley Davidson abaixo do preço, alegando que eram arrematados em leilões da Receita Federal, e intermediavam vendas das motocicletas de alto padrão. Todas elas eram furtadas ou roubadas. Alisson de Melo Silvestre, de 32 anos, Fábio Magalhães Silva, de 39, e Arnold Pereira dos Santos, de 55, foram presos sob acusação de encabeçar o esquema e a polícia recuperou 35 Harleys Davidson adulteradas. Juntas, elas estão avaliadas em R$ 2 milhões.
Três das cobiçadas motocicletas estavam em exposição no Salão da Motocicleta, no Parque de Exposições Imigrantes, na Zona Sul de São Paulo. Uma delas tinha detalhes em ouro e valia R$ 120 mil. A maioria dos veículos foi devolvida aos proprietários.
Os fraudadores até conseguiam vender a moto com documentação. “Eles conseguiam cadastrar o veículo em Ciretrans, como em Santo André e em Taubaté, no interior. Isso terá de ser investigado também”, disse o delegado Paulo Cesar Gasparoto, assistente da 4 Divecar (Delegacia de Investigações sobre Fraudes contra Seguros) do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais).
Os veículos foram furtados entre 2006 e 2011. Depois, as motos tinham seus chassis remarcados com numeração que não existia. “É como se fosse uma moto fantasma. Se fizer pesquisa no Detran, não vai constar nada”, disse o delegado Gasparoto.
Vítimas foram roubadas nos Jardins e também no Itaim Bibi
A polícia levantou uma lista de Harley Davidson cuja data de fabricação seria 1977, 1988, 1989. O registro delas, porém, ocorreu entre 2006 e 2011. O lapso temporal chamou a atenção dos policiais. Pelo nome registrado banco de dados do governo, os investigadores chegaram aos endereços e apreenderam as motos.
Dez das pessoas que compraram as motos serão investigadas por receptação. Segundo Gasparoto, elas sabiam que motos de 1977, 1988 ou 1989 não teriam injeção eletrônica e câmbio de seis marchas, por exemplo. “Eles diziam que as motos eram mais antigas para vender a preço menor e chamar a atenção do comprador. Alguns interessados sabiam o que compravam”, disse. As vítimas de furto e roubo eram pessoas de classe alta dos Jardins e no bairro do Itaim Bibi.
Fonte: Rede Bom Dia


