Jardins: Polícia usa bomba de gás lacrimogênio em ato contra a proibição da marcha da maconha
segunda-feira, 23 de maio de 2011A Polícia Militar usou bombas de gás lacrimogêneo para conter o ato em protesto à proibição da marcha da maconha no bairro Jardins, realizado na tarde deste sábado (21), na avenida Paulista, na região central de São Paulo. Por volta de 15h, cerca de 500 pessoas deixaram o vão do Masp e seguiram para a praça Roosevelt.
Segundo informações preliminares, o uso do gás ocorreu após um princípio de tumulto. A sala de imprensa da PM disse que, após o ocorrido, o ato seguia de forma pacífica até as 16h. No total, cerca de cem policiais acompanham o ato, entre eles estão os membros da Força Tática.
Detenção
Ainda segundo a polícia, quatro pessoas foram detidas. Uma delas foi flagrada pichando a estrutura do Masp. O rapaz foi levado para o 4º Distrito Policial.
Na sexta-feira (20), a Justiça, a pedido de representantes do Ministério Público do Gaerpa (Grupo de Atuação Especial de Repressão e Prevenção aos Crimes Previstos na Lei Antitóxicos), proibiu a marcha que reivindica a legalização da maconha.
Uma decisão anterior da Justiça autorizava 17 pessoas a participar do evento.
De acordo com o desembargador Teodomiro Mendez, relator do processo, “o evento que se quer coibir não trata de um debate de ideias, apenas, mas de uma manifestação de uso público coletivo de maconha, presentes indícios de práticas delitivas no ato questionado, especialmente porque, por fim, favorecem a fomentação do tráfico ilícito de drogas (crime equiparado aos hediondos)”.
Ele ainda afirmou que “é necessário considerar o horário e local de sua realização, logradouro público e turístico, para onde podem convergir indistintamente crianças e adolescentes, o que denota imperativa a concessão da medida cautelar, para que, de pronto, sejam despendidos esforços por parte das autoridades constituídas no sentido de impedir a realização do evento e evitar possíveis danos à coletividade”.
A Justiça determinou, ainda, que “sejam oficiados, com a máxima urgência a Secretaria de Segurança Pública, as autoridades responsáveis pela Polícia Civil, Polícia Militar, Guarda Civil Metropolitana e Companhia de Engenharia e Tráfego, para que adotem as medidas legais necessárias para coibir a manifestação”.
Fonte: R7


