Notebooks e tablets são furtados em hotel de luxo nos Jardins
quinta-feira, 25 de outubro de 2012Foram apenas dez minutos para um cafezinho, uma pausa para os participantes de uma conferência num hotel de luxo nos Jardins, zona oeste de São Paulo. O prejuízo: cinco iPads e dois laptops MacBook.
O furto aconteceu no Tivoli Mofarrej, hotel na alameda Santos que já hospedou até Dilma Rousseff, então candidata à Presidência.
E não foi o único. No mesmo dia, a 850 m dali, na mesma rua, outro participante de evento teve seu iPad e itens pessoais furtados no hotel Renaissance, também de luxo.
No Tivoli, o crime aconteceu durante evento da INMA, a associação internacional de diretores de marketing da indústria de jornais, que reuniu cerca de 75 pessoas.
“Ia levar [o iPad] comigo para o cafezinho, mas pensei que num hotel como esse isso jamais aconteceria”, disse Cileide Alves Cunha, editora-chefe do jornal “O Popular”, da cidade de Goiânia. Sua bolsa, que estava no mesmo local, não foi levada.
Testemunhas contaram ter visto uma pessoa estranha no evento. Um homem sem crachá, gravata ou paletó é o único suspeito pelo furto.
Segundo o depoimento de testemunhas, ele também chamou a atenção porque se movimentava bastante no hall do hotel. Passou a primeira parte do evento acessando a internet em seu smartphone.
A maioria dos aparelhos furtados estava na mesa em frente à dele. A ocorrência só foi percebida quando as pessoas voltaram para sala.
Imagens de ao menos cinco câmeras de segurança foram enviadas para a polícia para serem analisadas. A sala onde ocorreu a conferência não era monitorada.
Mas a principal arma para a investigação é uma foto tirada pelo celular de um jornalista que estava no evento. Nela, um homem de origem andina com as características do suspeito aparece ao fundo.
O delegado da Deatur (Delegacia Especializado em Atendimento ao Turista), Aloízio Pires de Araújo, 56, disse que a melhor forma de evitar esse tipo de furto é manter os aparelhos no raio de visão.
Neste ano, a Deatur registrou 25 furtos em hotéis. Segundo Araújo, a maioria foi cometida por estrangeiros.
“Prendemos 30 suspeitos nesse período e 5% deles eram brasileiros. Esse tipo de ocorrência geralmente é relacionada a estrangeiros, principalmente sul-americanos.”
O Tivoli lamentou o ocorrido e disse que vai ressarcir o valor furtado aos clientes. Mas alguns disseram que a pior perda é o conteúdo dos aparelhos.
O Renaissance disse que o furto foi fato isolado e que prestou a assistência ao cliente.
Fonte: Folha de S. Paulo


