Polícia anexa laudos do IML e imagens ao inquérito das agressões nos Jardins
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010O Ministério Público de São Paulo deve receber, nesta quinta-feira (9), os laudos do IML (Instituto Médico Legal) e as imagens das agressões aos três rapazes na avenida Paulista, nos Jardins, no dia 14 de novembro. A informação foi confirmada pelo delegado responsável pelo caso, José Matallo Neto.
Segundo ele, na cópia do inquérito que foi levada à promotoria, consta o decreto de prisão preventiva de Jonathan Lauton Domingues, de 19 anos, o único maior de idade que participou das agressões. De acordo com Neto, os exames que faltavam e as imagens foram anexados aos processo a pedido do promotor de Justiça.
– Foi feito um relatório e se o promotor entender que está perfeito, para a polícia, o inquérito está fechado.
Neto acrescentou que, na cópia do inquérito, foi informado que Jonathan foi reconhecido por um agente de viagens por ter participado de uma agressão no dia 14 e março deste ano. Os inquéritos são diferentes e o que se refere ao agente de viagens ainda corre na polícia.
– Os inquéritos são diferentes e as agressões foram em momentos diferentes, mas informamos para o promotor para que ele tenha noção da agressividade do maior [de idade].
De acordo com o delegado, as ações foram caracterizadas como tentativa de homicídio e formação de quadrilha. Os processos tiveram como base depoimentos de vítimas e testemunhas, além de imagens de câmeras de segurança. Inicialmente, o caso havia sido registrado como lesão corporal.
Os quatro menores de idade suspeitos da agressão poderão ser julgados até o Natal, segundo o promotor da Vara de Infância e Juventude, Tales Cesar de Oliveira. Os adolescentes foram internados no fim do mês passado, após se entregarem, na UIP (Unidade de Internação Provisória) Brás da Fundação Casa (antiga Febem), na região do Brás, centro de São Paulo, onde devem aguardar até a audiência.
De acordo com o promotor, durante a audiência, também serão ouvidas as testemunhas e as vítimas. Se forem condenados, os menores de idade poderão ficar internados na Fundação Casa por até três anos. Jonathan, que é maior de idade, está em liberdade.
Fonte: R7


